Pesquise por hashtags, nomes, e assuntos Pesquisar

Fechar

Aprenda a fazer o cachorrão de Maringá em casa

Os maringaenses podem dizer aos quatro cantos que, sim, têm um lanche típico. O título foi concedido ao cachorro-quente prensado – também conhecido como cachorrão de Maringá – em meados de 2017.

A eleição, porém, não passou sem polêmica. A ideia inicial seria que o cachorrão, vendido em mais de 100 carrinhos de cachorro-quente pela cidade, fosse prato típico, mas a proposta encontrou resistência de parte da Câmara Municipal e, em junho de 2017, acabou aprovada, mas com o título de lanche típico de Maringá.

Continue lendo este post para aprender a receita do cachorro-quente prensado caseiro!

cachorrão de maringá

Foto: Cary Bertazzoni/Prefeitura de Maringá

Cachorrão de Maringá é democrático

O que o cachorro-quente prensado de Maringá tem de tão especial para ganhar um título? Ele é popular, gostoso, barato, mata a fome e é muito recheado: vem apenas com salsicha ou incrementado com frango, calabresa, alcatra, filé-mignon, bacon ou purê de batatas.

O dogão é um sucesso democrático que agrada homens, mulheres, crianças, jovens, adultos e idosos. É vendido, majoritariamente, nos carrinhos de cachorro-quente espalhados pela cidade, onde pode ser consumido ali mesmo, no banquinho na calçada e sem cerimônia, como também está no cardápio de hamburguerias da moda, só que em versões gourmetizadas.

O cachorrão de Maringá vai como almoço, jantar e até café da manhã – se você já voltou de uma festa faminto.

A popularidade do dogão em Maringá foi até comprovada por pesquisa. O projeto Maringá Mais Criativa, em 2016, mostrou que quase metade dos entrevistados (49%) considerava o cachorro-quente prensado a cara da cidade. O lanche superou o churrasco e o porco no tacho, que receberam 11% dos votos cada.

Assista ao vídeo do Maringá Mais Criativa sobre o cachorrão:

Embora o cachorrão de Maringá apareça com vários tipos de recheios, existe um elemento comum a todas as variações: o pão prensado. Foi na cidade que a junção da prensa e do cachorro-quente, diz Miguel Fernando, pesquisador e instituidor do projeto Maringá Histórica, foi vista pela primeira vez.

“Até então, não havia histórico disso sendo feito em nenhum outro lugar”, conta. “Teria sido em Maringá, na década de 1960, que surgiu o cachorrão prensado e os carrinhos de lanche, e alguns funcionam até hoje.”

Sucesso nacional

A iguaria maringaense ganhou o país. Exemplares do lanche típico daqui são vendidos também em São Paulo, em Brasília e em Minas Gerais.

São lanchonetes e food trucks administrados por maringaenses, que viram no dogão uma oportunidade de negócio fora da terra natal. Eles perceberam que a combinação de pão prensado com salsicha, tomate e maionese até então era incomum em outras paradas.

A exportação do lanche à maringaense aconteceu antes mesmo de o cachorrão se tornar lanche típico. Para Fernando, ainda falta o título ser incorporado à cultura local para alcançar mais visibilidade. “Falta certo empreendedorismo na divulgação”, diz. “Lembro da vinda de uma série de comitivas empresariais a Maringá, que, após os compromissos oficiais, queriam conhecer o cachorro-quente da cidade; é a prova que o lanche é um diferencial.”

Cachorrão de Maringá feito em casa

É possível reproduzir na cozinha de casa o lanche típico vendido na rua. A primeira dica é escolher ingredientes de qualidade para deixar o prato mais saboroso. Um cachorrão simples geralmente é feito com: salsicha, tomate e alface picado, batata palha, maionese, ketchup e pão. O duplo leva duas salsichas, e o de pizza, por exemplo, vai também queijo, presunto e orégano.

Mas você pode incrementar, acrescentando frango desfiado, bacon, calabresa, pernil, hambúrguer, estrogonofe, cheddar e ovo. Ah, e purê de batatas!

O desafio do cachorrão caseiro está em prensar o pão. Sem uma prensa, como a dos carrinhos de cachorro-quente, você pode fazer um teste, colocando o sanduíche em uma frigideira untada e prensar os dois lados do pão com uma espátula. Pronto!

O que dizer sobre os molhos? Um cachorro-quente prensado não fica completo sem eles. Os acompanhamentos mais comuns são ketchup, mostarda, pimenta, barbecue e, claro, a maionese verde, que é a queridinha do público.

Você pode fazer uma versão caseira da maionese verde para acompanhar o cachorrão. O vídeo do canal Ana Maria Brogui ensina duas receitas da maionese temperada: com e sem ovo, acrescida de alho, óleo, salsinha e cebolinha picadas e sal. É bem fácil. Assista!

Que tal? Ficou animado para fazer a sua versão caseira do cachorrão de Maringá? Você pode aproveitar as facilidades da internet, fazer suas compras de supermercado on-line no Cidade Canção e receber em casa. Aproveite para comprar os ingredientes e preparar o cachorro-quente prensado.

4.50 avg. rating (88% score) - 2 votes
Esse conteúdo foi útil?
4.50 avg. rating (88% score) - 2 votes

Fala pra gente o que achou

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cidade Canção – Blog